Ombro querido ombro, onde andas tu meu amado?
Quando poderei te encontrar?
Minha cabeça encostar, e poder deixar
Ombro querido ombro,
quem é teu dono?
Quero te conhecer.
Mas ao mesmo tempo, quero te esquecer.
Preciso de ti querido ombro,
mas não sei a quem pertences,
não sei quem teu dono é?
Será que existes?
Será que espero, nesta angústia, nesta dor e tristeza?
Ombro querido ombro,
vem ao meu encontro,
preciso do teu dono.
Preciso dos teus braços, para poder me abraçar.
Preciso do teu dono, para poder me amar.
Ombro querido ombro,
como necessito o teu dono,
quero seus lábios,
minhas lágrimas enxugar.
Quando poderei teu dono amar?
Ou será que amor para mim já não existe?
Se assim for querido ombro,
preciso das tuas mãos,
para meu coração arrancar,
para meus sentimentos despedaçar,
para poder de uma só vêz me matar.
Porque quantas vêzes já cansei desta angústia,
e ter que voltar a passar.
Ombro querido ombro,
como e quantas lágrimas derramo.
E quantos ombros já conheci?
Mas nunca te encontrei a ti.
Quando meu Deus?
Quando poderei ter esse ombro, e seu dono também?
Ombro querido ombro eu creio que existes,
porque os outros de além,
vieram só pra me enganar, vieram só pra me iludir.
Por vêzes, e quantas vêzes quero fugir,
mas não sei ao certo para onde ir.
Creio que ainda não chegou a hora deste mundo eu poder partir.
Ombro querido ombro,
eu quero sentir o teu calor,
não em sonhos mas sim aqui,
nesta vida te espero,
nesta vida que tanto te quero,
que tanto preciso de ti.
Onde andas meu querido ombro?
Onde anda o teu dono?
Preciso que ele me ama, como nunca ninguém amou.
Preciso que ele cuide de mim, como nunca ninguém cuidou.
Ombro querido ombro,
aqui, não vou me despedir,
mas digo-te até breve meu amigo.
Não te esqueças que espero por ti.
Sei que não sou poeta,
também sei que não sou escritora,
mas te peço que teu dono não demora,
porque eu preciso de ti agora.
Ombro querido ombro,
tenho ombro também,
para tua cabeça poder repousar,
mas também tenho um grande coração,
que bate forte,
e que muito pode te amar.

